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Queda em idosos: como saber se meu familiar idoso tem maior risco de cair?

A queda é sempre uma preocupação para quem cuida de uma familiar idoso. Será que quebrou algum osso? Bateu a cabeça? O corte foi profundo? E, mesmo quando o resultado foi apenas uma mancha roxa (hematoma), fica sempre a apreensão de que possa acontecer de novo e com consequências mais graves.

Quando o cuidador familiar tem mais informação sobre o risco de cair pode instituir medidas preventivas como aumentar a supervisão, investir em mudanças no ambiente, como as barras de apoio no banheiro ou estimular para que seu familiar comece um programa de exercícios físicos.

É importante que o cuidador familiar valorize uma queda. Pode ser a ponta de um “iceberg” , sinalizando que alguma coisa na saúde do seu familiar não vai bem.

Porque os idosos caem com maior frequência?

Cair não é uma fatalidade e tampouco deve ser considerado normal.

Com o envelhecimento há alteração de várias funções do corpo que são importantes para o equilíbrio:

  • O tempo de reação aumenta e os reflexos ficam mais lentos;
  • A força muscular das pernas diminui;
  • Ficam prejudicadas as condições de enxergar com nitidez e de estimar a profundidade e distância (por exemplo: buracos na rua e altura de degraus);
  • A sensibilidade táctil da planta dos pés diminui;
  • O controle dos ajustes do corpo e da estabilidade diminuem

Mas, só isso não é suficiente para fazer alguém cair. As alterações que acontecem com o avançar da idade se somam a outros fatores. Doenças, efeitos de medicamentos, comportamentos arriscados e riscos ambientais, dentro de casa e fora de casa, contribuem para uma queda.

Algumas doenças como artrose, diabetes, doença de Parkinson, demências e AVC geram incapacidades que aumentam a chance de cair. A perda involuntária de urina (incontinência urinária), tontura, os problemas de sono e de memória condições que afetam o equilíbrio. O problemas de sono são particularmente importantes. Uma noite mal dormida, ou por insônia ou por um sono fragmentado e superficial pode no dia seguinte aumentar a sonolência e comprometer a atenção. Aí fica fácil tropeçar em um tapete, sentar fora da cadeira ou simplesmente perder o equilíbrio.

Quando uma queda ocorre?

Na verdade, uma queda ocorre quando o idoso não tem mais controle corporal suficiente para fazer certas atividades. Ou seja, quando as capacidades físicas, sensoriais e mentais estão aquém do que aquela tarefa exige.

Para alguns idosos mais frágeis, a falta de equilíbrio pode se dar em uma tarefa muito simples, como levantar de do sofá ou pegar um copo no armário. Para outros, isso pode ocorrer numa tarefa bem mais desafiadora, como descer uma ladeira ou atravessar a rua andando rápido. Como saber se há risco de queda?  Em geral, é uma combinação de fatores e não apenas um dado isolado.

Quais são os fatores que aumentam o risco de cair?

Aqui vão alguns fatores que aumentam o risco da queda em pessoas idosas. Mas, não procure apenas uma causa. As quedas normalmente ocorrem por vários fatores ao mesmo tempo que interagem de formas diferentes para cada pessoa:

  • Ter caído uma ou mais vezes nos últimos 12 meses;
  • Sentir-se desequilibrado ao ficar de pé e ao andar;
  • Referir tontura, atordoamento, zonzeira ou vertigem;
  • Ter medo de cair ou preocupação em cair;
  • Problemas com perda de urina e, pela urgência, precisa ir rápido ao banheiro quando sente vontade de fazer xixi ou porque está com incontinência urinária;
  • Uso de mais de quatro medicações e/ou uso de medicações que têm efeito sobre o sistema nervoso central, tais como os psicotrópicos, que são sedativos ou ansiolíticos, antidepressivos ou anti-parkinsonianos, por exemplo, ou que causem hipotensão postural;
  • Problemas com o sono: sonolência de dia, sono interrompido à noite ou insônia;
  • Dor constante;
  • Ansiedade e depressão;
  • Andar devagar;
  • Bengala mal adaptada;
  • Calçados que não sejam confortáveis e firmes ou dor nos pés;
  • Enxergar mal ou usar óculos bifocais ou deixar de ser consultado por um oftalmologista há mais de um ano;
  • Problemas cognitivos que ocorrem em idosos com demência, tais como agitação e diminuição da capacidade de prever riscos;
  • Pressa e desatenção;
  • Comportamentos arriscados, tais como subir em escadinhas, banquinhos etc. Muitos idosos bem ativos caem porque acham que a idade não é limite para continuar a fazer coisas arriscadas.

A prevenção é sempre a melhor estratégia. Consulte um médico ou um profissional de saúde com especialização em Gerontologia, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e enfermeiros para avaliar mais a fundo o risco de queda de seu familiar e instituir intervenções que possam diminuir essa possibilidade. Aqui vai um checklist que pode ajudar a mapear esse risco.

Mês da prevenção contra quedas

A prevenção é sempre a melhor estratégia. Consulte um médico ou um profissional de saúde com especialização em Gerontologia, como fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e enfermeiros para avaliar mais a fundo o risco de queda e instituir intervenções que possam diminuir essa possibilidade.

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