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Pé saudável: 5 dicas para ajudar seu familiar idoso a caminhar melhor

Pé com 60,70 e 80 anos, quanto desgaste já sofreram!

Com o passar dos anos há um desgaste diário das articulações,  perda da camada de gordura protetora da planta dos pés e diminuição da elasticidade da pele, o que torna os pés mais propensos a problemas como tendinites, fasceítes e bursites levando a dor e desconforto para caminhar. Além disso, calos e calosidades, unhas encravadas incomodam muito e podem ser um dos motivos pelos quais seu familiar está evitando andar.

“É nesta fase, os pés tornam-se propensos a lesões, comprometendo tanto a sua funcionalidade quanto a sua anatomia. Problemas com os pés são frequentes, mas poucos valorizados pelos profissionais de saúde, cuidadores e até pelo próprio idoso.” Reforça a podóloga, especialista em Gerontologia Maria do Socorro Pantoja.

Onicocriptose? Que “bicho” é esse?

Até difícil de falar! Mas, é o nome técnico para unha encravada e faz parte do rol de problemas que podem estar afetando a mobilidade do seu familiar. A especialista Maria do Socorro ensina que podologia é o campo da saúde que estuda a anatomia, a mecânica, as doenças que afetam os pés e seu tratamento. Os principais problemas das unhas que afetam os  pés em pessoas idosas são:

  • onicocriptoses (unha encravada),
  • onicofose (calo debaixo da unha),
  • onicogrifose (distrofia da unha),
  • onicólise, (descolamento da unha),
  • onicosclerose (espessamento),
  • onicomicose (infecção por fungos),
  • paroníquia (infecção, unheiro),
  • leuconiquia (manchas brancas nas unhas),
  • onicoalgia (dor na unha causada por trauma, inflamação, alterações vasculares

Outras alterações dermatológicas são os calos na região da planta dos pés, no dorso e nos dedos. A calosidade,  a verruga plantar e o pé de atleta também conhecido por frieiras são também muito comuns. Além disso, a podem aparecer pequenas lesões nas extremidades dos pés causando coceira e ardor (disidrose),  a bromidrose que é produção fétida do suor nos pés ou o famoso chulé, anidrose (redução do suor) e fissuras (rachaduras, lesão aberta no calcanhar).

Essas alterações começam a ficar mais frequentes porque os idosos já não enxergam e sentem cheiros tão bem como antes, tem dificuldade de se curvar e abaixar para lavar e secar os pés, especialmente os vãos dos dedos.

Além disso, as deformidades podem se acentuar com a idade: pé plano, cavo, valgo e varo, os dedos em garra, esporão de calcâneo e o hálux valgo (joanete).

Maria do Socorro ressalta que há muita desinformação para o autocuidado dos pés nos idosos e isso faz com que haja negligência deles e dos cuidadores quanto  à importância de cuidados preventivos para a saúde dos pés. Ela diz que é nesse momento que o Podólogo especialista em Gerontologia, exerce um papel fundamental como facilitador e educador dos cuidados com os pés, juntamente com outros profissionais da saúde. Ter pés bem cuidados é fundamental para a melhora da mobilidade e maior independência no dia a dia.

5 dicas para cuidar bem dos pés

  • Lavar os pés diariamente com sabão e água, de preferência morna, secar bem entre os dedos para evitar a proliferação de fungos e bactérias, e aproveite para examinar os pés. Use barras de segurança no banheiro para que seu familiar possa se apoiar, certifique-se que há um antiderrapante e se possível coloque um banquinho dentro do box para fazer a higiene dos pés na posição sentada.
  • Hidratar sempre, para evitar descamação e fissuras. Use hidratantes em todo o pé, especialmente na região do calcanhar. Não coloque as meias ou sapatos logo em seguida. Espere o pé tomar um ar e a pele absorver o creme.
  • Usar meias de algodão, sem costuras.  Evitar as meias sintéticas que podem causar atritos na pele e dificultam a transpiração causando o mau odor.
  • Usar sapatos confortáveis e seguros. Nada de chinelos que saem do pé. Ao comprar sapatos para o seu familiar, vá com ele a loja no final do dia quando os pés podem estar mais inchados. Nunca compre um sapato muito justo, especialmente na largura. Opte por velcros ao invés de cordões. Sapatos com o tempo, tomam a forma do pé, isso pode causar mais conforto aparente, porém podem contribuir para dificuldades no caminhar e aumentar o risco de cair. Se quiser saber mais sobre o risco de quedas leia mais ou assista o vídeo.
  • Procurar um podólogo quando tiver dúvida ou sentir desconforto nos pés.  Este profissional poderá auxiliar na melhor conduta de higiene e cuidados para a prevenção de alterações podais que acometem pés de idosos. A frequência ideal é uma vez ao mês, mas se não for possível faça visitas periódicas e peça orientações.

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